Fed deve aumentar juros, mas os olhares estão no horizonte – Exame

O Fed, banco central dos Estados Unidos, deve promover mais um aumento na taxa básica de juros americana nesta quarta-feira, para a faixa entre 1.75% e 2%.  A alta é dada como certa pela maioria dos analistas de Wall Street, depois que os Estados Unidos anunciaram recentemente a menor taxa de desemprego em 18 anos, 3,8%. A tentativa é de desacelerar o mercado de trabalho, já que um excesso de vagas pode começar a distorcer preços e salários e impactar na inflação.

Já há sinais disso na economia americana: o índice de preços ao consumidor está em alta de 2,8% em relação ao ano passado, o maior nível em seis anos. A medida inflacionária do Fed está no centro da meta, de 2%, mas deve extrapolar o alvo em pouco tempo.

Mas se a alta de hoje é tida como certa no mercado, a preocupação é o sinal que Jerome Powell, presidente do Fed, irá dar sobre a possibilidade de novas altas ainda este ano. O bom momento da economia americana valoriza o dólar e aumenta a força da moeda em todo o mundo. Se a taxa de juros subir demais, pode ampliar o fluxo de capitais internacionais para os Estados Unidos e fortalecer ainda mais a moeda frente ao dinheiro de países emergentes, como o Brasil.

A expectativa de aumento das taxas de juros americanas foi um dos principais motivos para a disparada do dólar frente ao real. O Banco Central brasileiro passou as últimas semanas lutando para controlar o dólar, depois que a moeda disparou para mais de 3,90 reais, forçando o governo a comprometer mais de 20 bilhões de dólares para controlar o câmbio. O dólar acumula alta de mais de 20% em 2018, o que pode contribuir para tirar do prumo uma das fortalezas da atual política econômica, a inflação sob controle. 

A depender de quantas vezes Powell irá subir a taxa americana ainda em 2018, podemos esperar mais reação no já turbulento cenário econômico brasileiro.

Fonte Oficial: Exame.

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