Iata: Brent deve ficar em US$ 70/barril em 2018, alta de 27,5% ante 2017 – Exame

Diante da alta do petróleo, entidade estima que preço do combustível de aviação, um dos principais custos das companhias aéreas, também deverá subir em 2018

Por Letícia Fucuchima, do Estadão Conteúdo

access_time 14 jun 2018, 19h33

Sydney, Austrália – A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) espera que o preço do petróleo Brent deverá atingir, em média, US$ 70 o barril em 2018.

A projeção divulgada nesta quinta-feira, 14, – superior aos US$ 60/barril previstos em dezembro de 2017 -, representa um aumento de 27,5% em relação à média do ano passado, de US$ 54,9/barril.

Diante da alta do petróleo, a entidade estima que o preço do combustível de aviação, um dos principais custos das companhias aéreas, também deverá subir em 2018. Pela nova projeção, o preço do combustível deve alcançar, em média, US$ 84/barril neste ano, 25,9% acima da média de US$ 66,7/barril de 2017.

Com isso, a conta das aéreas com combustível deve chegar a US$ 188 bilhões, 24,2% superior aos US$ 149 bilhões observados no ano passado. O combustível também deverá abocanhar uma parcela maior dos custos operacionais da indústria: 24,2% do total, ante 21,4% em 2017, conforme os números da Iata.

A entidade também chama atenção para a trajetória dos custos trabalhistas, que deverão representar outro foco de pressão sobre a lucratividade do setor. Com a perspectiva de crescimento das contratações para fazer frente ao aumento de capacidade e da demanda aérea, a conta da indústria global com obrigações trabalhistas deve alcançar US$ 185 bilhões em 2018, 8,3% acima do registrado em 2017.

Neste cenário, o custo unitário com obrigações trabalhistas deve subir 2,2% em 2018 – um aumento “significativo”, destaca a Iata, após a trajetória de quedas alternadas com relativa estabilidade do indicador nos últimos anos.

A associação calcula ainda que os custos unitários gerais das companhias aéreas aumentarão 5,2% em 2018, acelerando frente aos 1,2% de 2017. Esse desempenho deve pressionar as margens das empresas, já que a receita unitária deve crescer a uma taxa mais modesta, de 4,2%.

Conforme divulgado nesta quinta, a Iata espera que a margem líquida das empresas atinja 4,1%, abaixo dos 5,0% em 2017 e dos 4,8% em 2016. A entidade salienta, porém, que a indústria ainda mostra maior solidez financeira e lucratividade em relação ao visto no passado.

*A jornalista viajou a convite da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês)

Fonte Oficial: Exame.

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