Taxas de financiamento de veículo, hipoteca e cartão sobem nos EUA – Valor

WASHINGTON  –  Os juros para os consumidores nos Estados Unidos têm subido, à medida que o Federal Reserve (Fed, BC americano) continua a apertar sua política monetária. As taxas para empréstimos hipotecários, automotivos e de cartão de crédito atingiram os maiores níveis, em vários anos, nos últimos meses.

As taxas hipotecárias, que respondem pela maior parte do crédito às famílias nos Estados Unidos, estão no maior nível desde 2013. Segundo a agência Freddie Mac, a taxa média para um financiamento de 30 anos era de 4,54% na semana passada, ante 3,95% em janeiro. Embora o nível ainda seja relativamente baixo para os padrões históricos, considerando o preço médio de uma residência no país e levando em conta uma entrada de 20%, o aumento na taxa significa US$ 100 por mês a mais na parcela do financiamento.

Ainda assim, há poucos sinais de que os juros maiores estão afetando o consumo das famílias, que superou as expectativas dos economistas em abril, mesmo após o Fed elevar a meta para a taxa dos fed funds em março para a faixa entre 1,50% e 1,75%. O BC americano anunciou outro aumento de 0,25 ponto porcentual nesta quarta-feira e as previsões são de mais duas elevações este ano.

Por enquanto, economistas dizem que o aumento nos salários, o baixo nível de desemprego e o recente corte de impostos devem suavizar o impacto dos juros mais elevados para as famílias.

Seja como for, para alguns consumidores o aumento dos juros já é bastante significativo, especialmente em regiões onde os preços dos imóveis também estão em alta. Scott van Sande, de 32 anos, que trabalha com proteção de dados em Phoenix (Arizona), diz que sua busca por uma nova casa tem demorado mais do que o esperado, em parte porque as taxas estão subindo solidamente desde que ele iniciou o processo, no ano passado.

Segundo Sande, os juros atuais estão perto de 4,5%, enquanto ele paga 3,5% no seu financiamento atual. “Com os preços dos imóveis e os juros nos níveis atuais, tem sido difícil encontrar algo que se encaixe no nosso orçamento”, comenta. “Estamos quase em uma situação em que você é obrigado a comprar uma coisa que sabe que está cara, porque existe o receio das taxas subirem ainda mais. É uma situação complicada”, acrescenta.

Outros tipos de crédito ao consumidor também têm se tornado mais caros, com os bancos e outros ofertantes antecipando mais aumentos de juros pelo Fed nos próximos anos, para evitar que a economia superaqueça. O juro médio de um financiamento automotivo de cinco anos atingiu 4,71% na semana passada, o maior nível desde 2012, segundo a provedora de dados Bankrate.com.

As taxas de cartão de crédito e de algumas linhas de empréstimos pessoais também estão nos maiores níveis desde a crise financeira de 2008. “Nesses casos, o impacto do Fed é quase uma correlação perfeita. Você vê as taxas subindo quase instantaneamente, seguindo a taxa dos fed funds”, comenta Robert Frick, economista da Navy Federal Credit Union.

Para Richard Moody, economista-chefe da Regions Financial, mesmo com o endividamento das famílias em nível recorde, em termos absolutos, a dominância de taxas fixas no crédito às famílias deve mitigar o efeito da política mais apertada do Fed nos próximos trimestres.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!