Japão: confiança das grandes empresas industriais tem nova queda – Valor

TÓQUIO  –  A confiança entre as grandes empresas industriais do Japão enfraqueceu pelo segundo trimestre consecutivo nos três meses até junho, em meio a preocupações crescentes sobre o impacto potencial do atrito comercial entre China e Estados Unidos sobre a economia global, mostrou a pesquisa Tankan, feita pelo banco central (BoJ, na sigla em inglês) e divulgada nesta segunda-feira em Tóquio.

O principal índice que mediu o sentimento dos grandes fabricantes foi + 21 no período de abril a junho, em comparação com + 24 na pesquisa anterior, do trimestre até março, de acordo com a pesquisa trimestral.

A leitura também ficou abaixo da previsão de + 22 feita por economistas entrevistados pelo jornal “Nikkei”, atingindo o nível mais baixo em um ano. O índice representa a porcentagem de empresas que afirmam que as condições de negócios são favoráveis, menos a porcentagem daquelas que dizem que as condições são desfavoráveis.

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor tarifas aos carros importados para os Estados Unidos. Isso, se tornar-se realidade, pode ter um impacto enorme na economia japonesa. Em 2017, quase 40% das exportações de automóveis do Japão estavam destinadas aos Estados Unidos, de acordo com a Associação dos Fabricantes de Automóveis do Japão.

A pesquisa também mostrou que os grandes fabricantes esperam que os lucros caiam 8,6% no ano fiscal 2018, que termina em março de 2019. Isso é baseado na suposição de que o dólar será negociado a uma média de 107,26 ienes neste ano comercial.

Ainda assim, existem alguns sinais positivos. As grandes empresas planejam aumentar seu investimento de capital no atual ano fiscal em 13,6%, uma alta acentuada em relação à previsão feita há três meses, de um aumento de 2,3%.

As empresas não industriais também permaneceram relativamente mais otimistas que os exportadores. O índice Tankan para grandes empresas não manufatureiras chegou a + 24 na pesquisa de junho, em comparação com + 23 no trimestre anterior. A leitura foi ligeiramente superior à previsão dos economistas, de + 23.

Fonte Oficial: Valor.

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