Ibovespa feche em alta com ajuda de NY, Petrobras e bancos – Valor

SÃO PAULO  –  O Ibovespa teve um dia amplamente positivo e se sustentou, da abertura ao fechamento, no azul. O movimento no exterior, com as bolsas americanas em alta, ajudou a Petrobras e os bancos a valorizarem hoje, a despeito das incertezas que ainda permeiam o mercado de ações.

O principal índice da bolsa subiu 1,14% após ajustes, para 73.668 pontos, depois de avançar aos 74.515 pontos na máxima do dia (+2,30%).

O giro financeiro, porém, permanece bastante reduzido, em R$ 6,8 bilhões. É o nono pregão seguido em que o volume negociado das ações do Ibovespa fica abaixo da média diária de 2018, de R$ 9 bilhões.

O giro reduzido é um sinal de que a alta da bolsa não configura uma tendência firme de recuperação, dizem operadores e gestores. Ao contrário, existe uma leitura muito mais negativa para os ativos brasileiros, que seguem operando dominados pelo clima de incerteza com a proximidade das eleições e com a fragilidade dos emergentes.

Hoje, especificamente, a alta dos índices americanos colaborou para manter o bom humor nas negociações globais. Com o feriado pela Independência nos Estados Unidos, Wall Street fechou mais cedo hoje e não abre amanhã.

O tom positivo lá fora ajudou algumas ações de peso na bolsa a subir, caso dos bancos, como Bradesco ON (+2,51%), Bradesco PN (+4,62%) e Itaú Unibanco PN (+2,35%). A queda da Vale ON (-1,64%) foi o que impediu o Ibovespa de se recuperar até o patamar dos 74 mil pontos.

A Petrobras também ficou no azul, mas perdeu força em relação à primeira etapa do pregão, quando avançou mais de 2%. A Petrobras ON ganhou 0,36% e a PN subiu 0,17%, com parte do mercado ainda aproveitando a oportunidade de preço depois que Pedro Parente deixou o comando da companhia — de lá para cá, os papéis ainda acumulam perdas superiores a 30%.

Operadores ainda afirmam que o movimento de agora corresponde a um “repique” dentro de um mercado sem ritmo definido e sem otimismo. Entre as maiores altas de hoje ficaram as siderúrgicas, como Usiminas (+7,19%), que são os papéis de “beta alto” — oscilam com mais intensidade em relação ao próprio Ibovespa.

A maior alta do dia foi Kroton (+9,56%). Segundo outro operador, o papel passou a incorporar maior volatilidade, que vem causando variações “fora do comum” no ativo. Entretanto, mesmo com a forte alta de agora, no ano, a ON da empresa ainda tem o segundo pior desempenho entre as 67 ações que fazem parte do Ibovespa: acumula queda de 41,10%. Só a BRF cai mais no ano (-44,21%).

E, no caso de Petrobras, não tem qualquer aspecto no horizonte que explique algum otimismo com a empresa. Além de ter se descolado da relação com o petróleo, as eleições colocam sobre estatais um risco bastante particular, e alguns gestores continuam receosos com a companhia.

“Não só o diesel está congelado, mas quanto mais o preço internacional sobe, mais cresce o risco da ‘compensação’ que a Petrobras tem a receber do governo. E também aumenta a chance de uma intervenção parecida na gasolina”, afirma um gestor. “Com essas mudanças, o risco político dela aumentou muito, por mais que ainda exista espaço para corrigir.”

Fonte Oficial: Valor.

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