Dólar retorna a R$ 3,93, maior nível desde março de 2016 – Valor

SÃO PAULO  –  A escalada do dólar atingiu mais um patamar importante nesta quinta-feira. Depois de se firmar acima de R$ 3,90, foi a vez de retornar ao nível mais elevado desde março de 2016. E diante das incertezas com a disputa eleitoral, além de uma nova dinâmica de mercados lá fora, não é possível dizer que o caminho de alta já foi esgotado

Desta vez, o avanço da cotação veio sem grande alarde, nem intervenções bilionárias do Banco Central. O movimento foi gradual num aparente ajuste a um cenário de incertezas daqui para frente. Sem se destacar ou destoar dos emergentes, o real simplesmente não se recupera como os pares nos dias mais favoráveis. Já nas sessões mais negativas, o mercado local tem acompanhado o bloco das maiores perdas.

A sessão desta quinta-feira não foi uma exceção. O dólar avançou 0,50%, a R$ 3,9320, depois de bater R$ 3,9412 na máxima do dia. Foi o maior nível de fechamento desde 1º de março (R$ 3,9438), ficando agora a poucos passos do patamar de R$ 4.

O que se ouve de profissionais de mercado hoje é que, embora não haja um catalisador claro para a piora por aqui, também não há muitos motivos para o dólar cair. “A alta do dólar ainda não está exagerada (…) mas é pior por aqui porque existem muitos fatores não resolvidos”, diz um operador.

Para o diretor na Fourtrade Corretora, Luiz Carlos Baldan, o caminho do dólar é para cima, a não ser que um grande alívio externo apareça no caminho ou que o quadro eleitoral se resolva rapidamente em torno de um candidato reformista. “Mas isso não é provável, e o mercado deve continuar pressionado”, diz.

E por ora, o Banco Central parece deixar o mercado encontrar seus próprios pontos de equilíbrio. O presidente da instituição, Ilan Goldfajn, reafirmou que a autarquia não pretende manejar a taxa de juros para conter a desvalorização do real ante o dólar. Além disso, ele reforçou que poderá a usar os swaps cambiais, caso considere o mercado disfuncional.

“Não vamos fixar o câmbio nem para um lado nem para o outro”, afirmou em entrevista à jornalista Miriam Leitão. “Os swaps vão acontecer quando a gente achar que não houver liquidez, com sensação de pânico, com mudanças de visão rápida, sem que o mercado consiga se adaptar.”

Fonte Oficial: Valor.

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