Dívida global cresce US$ 8 trilhões no primeiro trimestre, diz IIF – Valor

SÃO PAULO  –  O volume global de dívida cresceu US$ 8 trilhões no primeiro trimestre de 2018 em relação ao quarto trimestre do ano passado, atingindo US$ 247,2 trilhões, o equivalente a 318% do PIB global, segundo dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF). Essa participação em relação ao PIB cresceu pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2016. A dívida das empresas não financeiras somou US$ 186 trilhões, ou 75% do total.

Com o crescimento global perdendo força, e se tornando mais divergente, e o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, as preocupações com o risco de crédito estão voltando a ganhar frente em muitas economias maduras. As dívidas corporativas estão em recorde de alta no Canadá, França e Suíça.

A dívida pública dos governos em relação ao PIB tem aumentado nos Estados Unidos, Austrália e Grécia, enquanto a Alemanha tem mostrado um notável declínio.

Já o total de dívida nos mercados emergentes, excluindo as empresas financeiras, subiu US$ 2,5 trilhões, para um novo recorde de US$ 58,5 trilhões. Ao longo do último ano, Colômbia, Argentina e Filipinas mostraram um forte aumento na relação dívida/PIB. De outro lado, Turquia e China tiveram um declínio.

Endividamento das famílias

O nível de endividamento das famílias em relação ao PIB entre os emergentes aumentou notadamente na China (que chegou a quase 50%), Chile (ultrapassando 45%) e Colômbia (30%). Já a dívida pública tem aumentado mais fortemente no Brasil, Arabia Saudita, Nigéria e Argentina.

A dívida no setor financeiro nos mercados emergentes subiu em mais de US$ 1 trilhão desde o primeiro trimestre de 2017, com a Argentina e a Polônia mostrando um aumento expressivo. Mais de 10% da dívida das empresas estão atreladas às taxas de juros variáveis.

A dívida em moeda estrangeira dos mercados emergentes atingiu recorde de alta e somou US$ 5,5 trilhões, com as empresas não financeiras respondendo por 78% do total. Dada a alta dependência das dívidas em moeda estrangeira, Argentina, Hungria, Turquia, Polônia e Chile são mais vulneráveis a uma grande mudança no fluxo de capital.

Quase US$ 2,7 trilhões em bônus e empréstimos sindicalizados dos mercados emergentes vencerá até o fim de 2019, com as amortizações das dívidas denominadas em dólar respondendo por um terço desse volume. Segundo o IIF, o risco de refinanciamento em dólar é particularmente alto para Argentina, Colômbia, Egito e Nigéria e México. No caso do Brasil, essas dívidas representam 50% das amortizações.

Fonte Oficial: Valor.

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