Juros futuros sobem com mau humor internacional – Valor

SÃO PAULO  –  Depois de um junho marcado por turbulências na política monetária brasileira, as preocupações com as futuras decisões do Banco Central perdem espaço e o cenário externo volta a ser o principal driver para os contratos de juros futuros. Na sessão desta quarta-feira (11), os DIs seguiram o mau humor internacional e fecharam em leve alta, na esteira do dólar mais apreciado.

Guerra comercial

O movimento acontece após uma terça-feira (10) muito positiva com a maior disposição dos investidores em comprar ativos mais arriscados, o que parece ter mudado com as novas medidas tributárias de restrição comercial dos Estados Unidos contra a China, na opinião do Rabobank. Segundo a casa, o mercado teme que novos movimentos nesta disputa levem a uma efetiva guerra comercial e, eventualmente, a uma recessão global. O presidente americano, Donald Trump, continua estendendo a lista de produtos chineses passíveis de serem tarifados na importação. Do outro lado, o governo chinês promete resposta na mesma altura.

Dólar

O efeito desse cenário internacional de cautela, no entanto, foi mais forte no dólar do que na curva de juros. Enquanto a moeda teve alta de cerca de 2%, os DIs oscilaram perto da estabilidade ao longo do dia. Matheus Gallina, trader de renda fixa da Quantitas, explica que os DIs vinham com prêmio elevado desde o mês passado, depois da dinâmica ruim vista a partir de maio em meio à apreciação do dólar. Segundo ele, o fato de a moeda americana não estar rompendo os patamares máximos visto no período (perto de R$ 3,95) gera alívio na curva de juros.

“O dólar atingiu esse patamar [de cerca de US$ 3,95] sem o Banco Central demonstrar preocupação excessiva a ponto de aumentar a probabilidade de alta de juros este ano. Para a concretização do cenário de alta de juros em 2018, o dólar precisaria romper os R$ 4,00”, opina.

Por enquanto, o BC segue sem vendas líquidas de swap. Nesta manhã, a autoridade vendeu todos os 14 mil contratos de swap cambial que foram colocados em leilão na rolagem do vencimento agosto. Foram colocados 1 mil papéis para novembro/2018, 2 mil papéis para janeiro/2019 e 11 mil para março/2019.

Ao fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2020 fechou com taxa de 8,18% (de 8,12% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 foi negociado a 9,17% (9,09% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 anotou 11,17% (11,08% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: Valor.

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