FMI vê expansão de 1,8% do PIB do Brasil em 2018 – Exame

Previsão do FMI fica abaixo da estimativa de expansão de 2,3% esperada pela instituição em abril

Por Estadão Conteúdo

access_time 11 jul 2018, 22h58

Nova York – O Brasil registra “uma suave recuperação”, apoiado pela política monetária acomodatícia e por medidas fiscais, mas a economia do País registra um desempenho abaixo do potencial, a dívida pública é alta e está subindo e as perspectivas de crescimento no médio prazo continuam “não inspiradoras”, em meio à ausência de reformas, afirmou o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) no comunicado sobre a conclusão das consultas do capítulo IV para o Brasil. O documento mostra projeção de crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, abaixo da estimativa de expansão de 2,3% esperada pela instituição em abril.

“O crescimento é projetado para 1,8% e 2,5% em 2018 e 2019, respectivamente, conduzido pela recuperação do consumo doméstico e pelo investimento”, apontou o documento divulgado nesta quarta-feira. A projeção para o PIB de 2019 também estava em 2,5% em abril.

Na avaliação do Fundo, como contraponto ao aperto das condições financeiras globais, o “compromisso com a busca de consolidação fiscal, ambiciosas reformas estruturais e o fortalecimento da arquitetura do setor financeiro” são necessários para colocar o Brasil “em um caminho de forte, balanceado e duradouro crescimento”.

O FMI destacou, ainda, que o Brasil precisa avançar com o ajuste das contas públicas porque ressalta que, mesmo que os gastos federais continuem constantes em termos reais no nível registrado em 2016, a dívida pública bruta deve continuar subindo e atingirá um pico numa marca pouco acima de 90% do PIB em 2023. “A consolidação fiscal é chave para manter a confiança na sustentabilidade da dívida”, destacou a instituição. O FMI ressaltou, ainda, que “o Brasil também é vulnerável ao aperto das condições financeiras globais e possíveis interrupções no comércio” e que esses riscos podem ser ampliados caso não haja continuidade da agenda de reformas.

Ainda no comunicado, o FMI enfatizou que a inflação no Brasil atinge mínimas históricas, o que ocorreu, em boa medida, devido à fraqueza da economia, à queda de preços de alimentos e a expectativas bem ancoradas.”A inflação é projetada para subir na direção da meta de 4,25% em 2019 com dissipação de choque de preços de alimentos e redução do hiato do produto.”

O Fundo destacou, ainda, que o déficit de transações correntes atingiu 0,5% do PIB em 2017, com contração de importações motivada, em parte, pelo colapso de investimentos privados. Com a recuperação da economia em curso, a instituição acredita em uma piora das contas correntes, cujo déficit deve ficar próximo de 2% no médio prazo. Por outro lado, o FMI afirmou que os bancos brasileiros são resilientes, apesar de perdas registradas durante a recessão econômica em 2015 e em 2016.

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!