Contratação de crédito rural cresceu 13% na safra 2017/18 – Valor

SÃO PAULO  –  Puxado pelos juros mais baixos e pelo cenário favorável às exportações de grãos, o montante total de crédito rural contratado por produtores rurais, cooperativas e empresas na safra 2017/18 (encerrada em junho) cresceu 12,8% em relação ao ciclo 2016/17.

Segundo dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Agricultura, os desembolsos de crédito  rural à agricultura empresarial (que compreende médios e grandes produtores) alcançaram R$ 149 bilhões entre julho de 2017 e junho deste ano.  O montante representa 79,1% do volume total de R$ 188,4 bilhões em recursos anunciado pelo governo para o Plano Safra 2017/18, cuja vigência terminou em 30 de junho. No ciclo anterior, os desembolsos corresponderam a 71,8% do volume disponibilizado.

As linhas de financiamento do Plano Safra voltadas a investimentos registraram aumento de 30,7% nas contratações — os desembolsos atingiram R$ 32,1 bilhões nessa frente, estimulados por um cenário de juros menores. O valor disponível era de R$ 38,1 bilhões. 

Os desembolsos de crédito para as operações de comercialização  foram as que mais subiram na comparação com a safra anterior, com alta de 36,3%. A linha somou R$ 29,8 bilhões na temporada, puxada pela demanda dos agricultores para estocagem de grãos. As regiões Sul e Sudeste foram as que mais usaram recursos dessa linha, com 38% do montante total cada.

As operações de custeio, as mais realizadas, cresceram apenas 0,1%, para R$ 80,3 bilhões. Na agricultura, soja e de milho representaram 42% e 13%, respectivamente, nos montantes acessados. Na pecuária, a bovinocultura contratou 79% dos recursos de custeio, seguida pela avicultura e pela suinocultura, ambas com 8%.

Na linha de industrialização, foram aplicados R$ 6,8 bilhões, concentrando 83% na região Sul. 

No ciclo 2017/18, os programas mais acessados foram: Moderfrota — financiamento de máquinas agrícolas –, com R$ 7,95 bilhões (86,4% do total disponibilizado) e o  Pronamp — linha voltada a médios produtores –, com R$ 3,79 bilhões (contando com remanejamento de R$ 83 milhões em recursos extras).

Também merecem destaque o programa Inovagro — inovação –, com R$ 1,04 bilhão (83% do total), Programa ABC — para recuperação de pastagens–, com R$ 1,57 bilhão (74% do total de recursos) e  o PCA — destinado à armazenagem –, com R$ 1,06 bilhão (66%  dos recursos).

Do total dos recursos desembolsados em 2017/18, 53,5% vieram de bancos públicos — R$ 79,72 bilhões, 80,4% com taxas controladas e 19,6% a taxas livres.

Os bancos privados emprestaram R$ 46,96 bilhões  (31,5% do total desembolsado), sendo 63,9%  a taxas subsidiadas. As cooperativas de crédito financiaram  R$ 20,34 bilhões (13,6% do total). O restante dos recursos foi desembolsados por bancos de desenvolvimento, agências de fomento e sociedades de crédito, segundo o ministério.

Fonte Oficial: Valor.

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