Ibovespa ganha força e dólar recua para R$ 3,86 com cena externa – Valor

SÃO PAULO  –  Após passar a primeira hora do pregão oscilando perto da estabilidade, o Ibovespa ganhou força no fim da manhã e se consolidou no campo positivo, voltando ao nível de 76 mil pontos. Em meio a um ambiente levemente positivo no exterior e à proximidade do vencimento de opções sobre ações, as blue chips, ações com maior liquidez, conseguem sustentar alta e puxar o índice para cima.

Ao redor das 14 horas, o Ibovespa avançava 0,79%, aos 76.455 pontos, perto da máxima do dia, aos 76.484 pontos. O giro financeiro da carteira somava R$ 4 bilhões até o momento, projetando um volume de R$ 7,5 bilhões em negociações ao fim do dia.

Para Sergio Goldman, chefe de research da Magliano, o tom levemente positivo dos mercados americanos ajuda a impulsionar o Ibovespa. No entanto, ele analisa que a menor percepção de risco em relação às tensões comerciais entre EUA e China pode mudar rapidamente. “O mercado está com uma visão muito de curto prazo”, diz.

Ele ainda pondera que o vencimento de opções sobre ações, que ocorrerá na segunda-feira, pode contribuir para a leve valorização do Ibovespa e das blue chips. “O vencimento influencia o mercado à vista, e, hoje, a tendência parece ser positiva.”

Nesse contexto, Petrobras PN (0,95%) e Petrobras ON (+0,10%) conseguem se manter no campo positivo, reagindo pouco à valorização do petróleo. Vale ON (+0,67%) também apresenta alta moderada, mas os bancos têm desempenho mais sólido, puxados por Bradesco ON (+1,42%) e Bradesco PN (+1,40%). Também subiam Itaú Unibanco PN (+1,32%) e Banco do Brasil ON (+0,99%).

O setor de varejo aparece na ponta positiva, após as fortes altas de ontem com dados setoriais menos negativos que o esperado pelo mercado. O destaque é GPA PN (+3,13%), que hoje divulgou crescimento de 10,4% em sua receita líquida do segundo trimestre. As units da Via Varejo (+3,42%) e Magazine Luiza ON (+2,88%) também aparecem entre as principais altas do Ibovespa.

Atenção também para o setor de siderurgia. Usiminas PNA ganhava 1,70% após o Credit Suisse manter recomendação de compra para os papéis.

No lado negativo, Eletrobras ON (-1,71%) e Eletrobras PNB (-1,97%) recuam após a suspensão, pelo BNDES, do edital de privatização de seis distribuidoras da companhia — o certame estava marcado para o dia 26. Para Goldman, os papéis refletem as dúvidas dos investidores quanto à realização ou não dos leilões.

Câmbio

O dólar comercial volta a operar em queda nesta sexta-feira, mais uma vez alinhado ao comportamento do mercado internacional. Dados mais fracos da confiança do consumidor americano contribuíram para melhorar a disposição dos investidores em assumir risco, o que dá força a divisas emergentes pelo mundo.

Ao redor das 14 horas, o dólar comercial caía 0,58% para R$ 3,8612. Na mínima, a cotação cedeu a R$ 3,8542.

Mais cedo, foi conhecido o dado da confiança do consumidor dos Estados Unidos de julho, que registrou queda. O dado tira força da preocupação com uma aceleração do ritmo de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) e, dessa forma, abre espaço para recuperação dos ativos de risco.

Para José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, esse ambiente externo alimenta o fluxo vendedor de dólares no mercado local. E, caso esse clima positivo seja mantido, ele vê espaço para a cotação se aproximar mais dos R$ 3,80. “Mas R$ 3,80 seria um ponto bom de compra, o que significa que esse movimento de alívio não pode ser visto como uma tendência”, afirma.

Faria observa que há um “vácuo” no noticiário político, o que abre espaço para que a cotação siga mais de perto os movimentos globais. “Mas ainda vemos que é mais fácil que o dólar suba do que caia muito mais”, afirma.

Juros

Os contratos de juros futuros são negociados com queda hoje e devolvem parte da alta registrada um dia antes com as preocupações com a situação fiscal brasileira. De acordo com um operador, os contratos de vencimentos mais longos seguem o exterior mais positivo. Já a parte mais curta da curva segue indicadores locais divulgados hoje.

Sob o impacto dos bloqueios das estradas pelos caminhoneiros, o volume de serviços recuou 3,8% em maio, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O Banco Central (BC) retirou hoje do mercado R$ 5 bilhões por meio de operação compromissada, com vencimento em 15 de outubro de 2018. 

O DI janeiro/2020 tinha taxa de 8,230% (8,320% no ajuste anterior); o DI janeiro/2021 era negociado a 9,210% (9,310% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 marcava 11,260% (11,360% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: Valor.

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