Juros futuros continuam movimento de queda – Valor

SÃO PAULO  –  Apesar da reação negativa do mercado, na quinta-feira (12), com a volta das preocupações com o cenário fiscal brasileiro, os contratos de juros futuros fecharam a semana em baixa, nesta sexta (13), seguindo o movimento de redução de prêmio da curva. O DI janeiro/2020 terminou o dia em 8,22%, de 8,28% na sexta passada (6), e o DI janeiro/2021 ficou em 9,22%, de 9,28% na semana passada. No mês, o movimento também é de baixa. O contrato com prazo em 2020 saiu de 8,32%, no último pregão de junho, e, o 2021, de 9,30%.

A redução de prêmio acontece depois do forte aumento das taxas em maio em junho, quando o mercado questionou os próximos passos do Banco Central e passou a precificar altas da Selic na curva.

A sexta-feira também é marcada pelo alívio. De acordo com um operador, os contratos de vencimentos mais longos seguem o exterior mais positivo. Lá fora, fica de lado o embate comercial entre Estados Unidos e China e as bolsas sobem com a expectativa dos balanços corporativos, que podem mostrar maior aquecimento da atividade americana. O dólar cai perante outras moedas emergentes, incluindo o real.

Já a parte mais curta da curva segue indicadores locais divulgados hoje. Sob o impacto dos bloqueios das estradas pelos caminhoneiros, o volume de serviços recuou em maio de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume teve uma queda de 3,8% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, menor do que era esperado pelo mercado. Segundo relatório do Rabobank, o consenso estimava uma queda interanual de 4,2% ao ano. Com isso, o setor acumula perda de 1,3% de janeiro a maio.

Ontem, os DIs registraram firme alta com a volta das preocupações com a situação fiscal do Brasil. O que chamou a atenção dos investidores e pesou foi que, no pacote de aprovações do Congresso antes do recesso, passou o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 sem os principais mecanismos de contenção de gastos que haviam sido incluídos pelo relator. A notícia trouxe à memória o desafio fiscal que o país tem à frente, elevando a apreensão por causa das eleições.

O Banco Central retirou hoje do mercado R$ 5 bilhões por meio de operação compromissada, com vencimento em 15/10/2018. A taxa de corte aceita foi de 6,5500%, com percentual de corte de 29,78.

No fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2020 fechou com taxa de 8,22% (de 8,32% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 anotou 9,22% (9,31% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 marcou de 11,28% (11,36% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: Valor.

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