Após abrir a R$4,20, dólar oscila ao redor de R$4,17 com cena eleitoral – Exame

Às 10:27, o dólar avançava 0,16 por cento, a 4,1733 reais na venda

Por Reuters

access_time 17 set 2018, 10h44 – Publicado em 17 set 2018, 10h43

São Paulo – O dólar operava com leves variações nesta segunda-feira com pesquisas de intenção de votos apontando avanço de candidaturas à esquerda na disputa presidencial de um lado e fluxos de vendas de outro.

Às 10:27, o dólar avançava 0,16 por cento, a 4,1733 reais na venda. Na máxima, chegou a bater em 4,2049 reais, o que acabou atraindo vendedores e fez a alta perder força.

O dólar futuro tinha perdas de 0,10 por cento.

“A esquerda tende a consolidar sua participação na reta final das eleições, o que deve trazer apreensão ao investidor estrangeiro, e fortalecer o ambiente especulativo”, apontou a Advanced Corretora em relatório.

Na sexta-feira, o Datafolha mostrou Haddad e Ciro Gomes (PDT), ambos candidatos que o mercado considera menos comprometidos com as contas públicas, empatados em segundo lugar. Já aquele que mais agrada ao mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), perdeu um ponto e foi a 9 por cento.

Nesta segunda-feira o levantamento do BTG Pactual também mostrou Haddad em segundo lugar. As duas pesquisas mostram qzue o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, seguia na liderança.

Os investidores aguardam agora os números da pesquisa CNT/MDA de intenção de votos a ser divulgada às 11h.

A expectativa em torno de uma intervenção extraordinária do Banco Central também continha um pouco o avanço do dólar ante o real, já que o BC fez uma atuação nova no mês passado justamente quando o dólar superou os 4,20 reais.

“Existe alguma cautela com a possibilidade de atuação do BC”, disse o operador de câmbio da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

Por ora, o Banco Central apenas anunciou leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

A moeda norte-americana também era influenciada pelo exterior, com as preocupações sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China em meio à ameaça de novas tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses.

O dólar subia ante boa parte das divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, que liderava as perdas entre as moedas, com os investidores aguardando um novo plano econômico nos próximos dias.

Fonte Oficial: Exame.

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