Centenas de militares protestam na Argélia para pedir melhores pensões – Exame

Os militares pretendem chegar ao centro de Argel, onde as manifestações estão proibidas, para reivindicar a revisão das pensões

Por EFE

access_time 24 set 2018, 12h39

Argel – Centenas de militares argelinos aposentados e da reserva lotaram nesta segunda-feira vias de acesso ao centro de Argel, onde tentam chegar desde domingo para pedir um reajuste das pensões que recebem por conta da alta inflação no país.

Forças antidistúrbios e outros agentes da Guarda Nacional bloqueiam, no entanto, os caminhos até a praça da Grand Post, coração da capital argelina, desde a manhã de ontem.

O dispositivo inclusive fez uso da violência para conter a passeata dos manifestantes, a maioria procedentes de pequenas cidades na periferia leste de Argel, capital que ontem recebeu uma importante reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

“Os guardas bloquearam e bateram ontem à noite em Hauch al Majfi em vários militares aposentados. Não entendo por que se comportam assim com estes antigos soldados”, disse à Agência EFE um habitante deste bairro, um dos pontos de partida das mobilizações.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram como as forças antidistúrbios se desdobravam durante o domingo no bairro e como grupos de manifestantes saíam, no entanto, da cidade vizinha de Reghaïa e se aglomeraram na estrada que leva ao distrito de Dar al Baida, na capital.

Segundo os militares, seu objetivo é chegar ao centro de Argel – onde as manifestações estão proibidas – para reivindicar a revisão das pensões.

Além disso, exigem a regeneração das gratificações para os veteranos com ferimentos de guerra, a concessão de licenças de táxis e cafés para os aposentados do exército, o acesso a casas sociais e lotes de terreno, assim como atendimento médico de qualidade para aqueles que sofrem de doenças.

A Argélia está imersa em uma grave crise econômica desde a queda dos preços do petróleo e do gás em 2014, produtos que representam 95% de suas exportações e são a base de sua frágil economia.

Fonte Oficial: Exame.

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