Café: Oscilações Externas e Feriados Reduzem Ritmo de Negócios no Brasil – Investing.com

Após ter registrado maior liquidez em outubro, as negociações envolvendo os cafés arábica e ocorrem em menor ritmo neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto está atrelado às oscilações nos valores externos de ambas as variedades, que têm afastado vendedores do mercado spot. Além disso, os feriados de novembro (Finados no dia 2, Proclamação da República no dia 15 e Consciência Negra nessa terça, 20) também influenciam o ritmo de negócios. Para o robusta, produtores do Espírito Santo consultados pelo Cepea indicam que, até a semana passada, 70% dos grãos da safra 2018/19 haviam sido negociados. Em Rondônia, o volume comercializado chega a 90 – 95% do total colhido. Quanto ao arábica, a comercialização da safra 2018/19 tem variado de 50 a 80% entre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Foram vendidos sobretudo grãos de boa qualidade, visto que o volume de cafés de qualidade inferior foi menor, devido ao clima favorável. Até a última semana, o Noroeste do Paraná registrava o maior percentual de arábica comercializado, de 70 a 80%.

ARROZ: COMPRADORES SEGUEM RETRAÍDOS E COTAÇÕES, PRESSIONADAS

Apesar do período de entressafra, as cotações do seguem pressionadas, refletindo a elevada disponibilidade interna – o excedente no mercado doméstico é um dos maiores dos últimos quatro anos – e o consumo enfraquecido. No entanto, conforme colaboradores do Cepea, a desvalorização foi limitada pelo bom ritmo das exportações, que neste ano (janeiro a outubro) já alcançaram quase o dobro do total embarcado no mesmo período de 2017. Do lado da demanda, indústrias estiveram ainda mais recuadas, dando preferência ao arroz depositado em seus armazéns. Além disso, compradores seguem retraídos, devido ao enfraquecimento das vendas do arroz beneficiado, principalmente nos últimos dois meses. De 13 a 20 de novembro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, registrou baixa de 2,3%, fechando a R$ 41,36/sc nessa terça-feira, 20. Na parcial de novembro (até o dia 20), a retração é de 4,63%.

ALGODÃO: LIQUIDEZ É BAIXA NO BR, MAS PREÇOS ESTÃO FIRMES

A liquidez no mercado brasileiro de algodão está baixa, com parte dos agentes recuada, tanto para entregas rápidas como para operações futuras. Nesse ambiente, as cotações seguiram firmes nos últimos dias. Entre 13 e 20 de novembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu ligeiro 0,21%, fechando a R$ 2,9569/lp nessa terça-feira, 20. Na parcial de novembro, a alta é de apenas 0,2%. Do lado da demanda, algumas indústrias até têm interesse em realizar novas aquisições no spot, mas boa parte afirma que não encontra lotes com as especificidades desejadas. Já outras fiações estão mais flexíveis quanto à qualidade, mas ofertam valores inferiores aos pedidos por vendedores, mesmo para os lotes mistos em características, como cor, micronaire e fibra. Quanto ao vendedor, boa parte dos cotonicultores, quando ativa no mercado, oferta lotes não aprovados em contratos. Comerciantes e corretores até estão mais presentes no mercado, mas alegam dificuldades em “casar” preço e qualidade para entregas imediatas.

UVA: SAFRAS DE PORTO FELIZ E DE CAMPINAS SE INICIAM NESTE MÊS

As safras de uva niagara (rústica) de Porto Feliz (SP) e da região de Campinas (SP) devem ter início ainda nesta segunda quinzena de novembro. Mesmo assim, a previsão é de que o volume colhido seja pequeno em ambas as praças, o que deve elevar os preços recebidos pelos produtores que conseguirem colher neste período pré-festividades – vale ressaltar que, em novembro, os valores costumam ser maiores do que no período entre dezembro e janeiro, cenário que pode ser ainda mais enfatizado neste ano, visto que a produção deve ser reduzida. Conforme colaboradores do Hortifruti/Cepea, a baixa oferta esperada é resultado das intempéries climáticas que marcaram as podas da niagara entre julho e agosto, quando foram relatados, inclusive, episódios de geada negra na região de Campinas, além de fortes chuvas e baixas temperaturas por algumas semanas. Outro fator que também pode impulsionar os valores da fruta é o encerramento da safra de Pirapora (MG) antes do início da colheita no estado de SP, o que resultaria em uma janela de oferta de alguns dias. Na região mineira, a produtividade média da safra deste ano é semelhante à de 2017: acima de 24 t/ha. Já para Jales (SP), a participação no mercado da rústica foi baixa nesta temporada, mas também deve aumentar nas últimas semanas da safra, esperadas para a segunda quinzena de novembro.

Fonte Oficial: Investing.com.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!