De Bolsonaro a Huck: Davos começa com o Brasil nos holofotes – Exame

Bolsonaro está na cidade desde ontem e vai abrir o encontro às 12h30 (horário de Brasília) com um discurso curto e direto sobre o potencial do Brasil

Por redação exame

access_time 22 jan 2019, 06h47 – Publicado em 22 jan 2019, 06h33

A expressão “homem de Davos” foi cunhada por Samuel Huntington, o cientista político americano falecido que criou a teoria do “choque de civilizações”. Eis a definição: “ele tem pouca necessidade de lealdade nacional e vê as fronteiras nacionais como obstáculos que felizmente estão sumindo e os governos nacionais como resíduos do passado cuja única função útil é facilitar as operações da elite global”.

A descrição não evoca Jair Bolsonaro, mas ele deve ser a grande estrela da 48ª edição do Fórum Econômico Mundial, cujos painéis acontecem entre terça-feira (22) e sexta-feira (25) em Davos, na Suíça.

O presidente já está na cidade desde ontem e vai abrir oficialmente o encontro às 12:30 (horário de Brasília) com um discurso “curto e direto” que foi “corrigido por vários ministros”.

A comitiva de Bolsonaro inclui também os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Davos é a cidade mais alta da Europa, com 1.560 metros de altitude, e tem cerca de 11 mil habitantes. Hoje famosa por sua estação de esqui, Davos serviu como cenário para “A Montanha Mágica”, o livro clássico publicado em 1924 pelo alemão Thomas Mann, que venceria o Nobel de Literatura em 1929.

O Fórum acontece desde 1971 na cidade. O tema central desta edição será a globalização na era da quarta revolução industrial, questão que o fundador do evento, Klaus Shwab, apresenta há anos como um dos temas centrais da humanidade.

Segundo Schwab, é necessário repensar a arquitetura institucional global para fazer frente aos grandes desafios que o mundo enfrentará em breve como a automação sempre maior da produção, a inteligência artificial e até as criptomoedas.

De acordo com uma lista preliminar, o Fórum de 2019 contará com 3 mil participantes de 115 países, incluindo 30 chefes de Estado como a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente japonês, Shinzo Abe.

A região mais representada é a Europa Ocidental, com 1.159 participantes, seguida da América do Norte, com 860 membros. A África terá 118 pessoas no evento e a América Latina, 112.

Trinta e quatro deles são brasileiros. Além da comitiva oficial de Bolsonaro, o evento também contará com o novo governador de São Paulo, João Doria, e figuras como André Esteves, fundador do banco BTG Pactual.

O apresentador Luciano Huck estará em um painel sobre a reconstrução da confiança nas instituições na América Latina e Ilona Szabo, do Instituto Igarapé, estará em um painel com Sergio Moro sobre crime globalizado.

A cúpula também será marcada pela ausência de “pesos pesados”. Entre eles, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preso em Washington por causa da paralisação da administração federal, da britânica Theresa May, que enfrenta uma grave crise política por causa do Brexit, e o francês Emmanuel Macron, alvo de constantes protestos de trabalhadores.

Fonte Oficial: Exame.

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