EUA afirmam que solução para disputa comercial com China ainda está longe – Exame

Trump redobrou pressão sobre chineses depois de divulgado que o crescimento econômico do país foi o menor em quase 30 anos

Por EFE

access_time 24 jan 2019, 18h48 – Publicado em 24 jan 2019, 17h51

Washington – O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirmou nesta quinta-feira que a solução da disputa comercial com a China ainda se encontra “a milhas e milhas” de distância, e previu “muito trabalho” antes da visita na próxima semana do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

“Realizamos muito trabalho prévio, mas ainda estamos a milhas e milhas de distância de conseguir uma solução”, disse Ross em entrevista à emissora “CNBC”.

Por sua parte, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, reconheceu que as conversas pautadas com Liu e sua equipe para os dias 30 e 31 de janeiro serão “determinantes”, mas ressaltou que não são “o final do jogo”.

Nesta segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, redobrou sua pressão sobre a China, depois que foi divulgado que o dado de crescimento econômico chinês em 2018 foi de 6,6%, o menor em quase 30 anos.

“A China registrou a taxa de crescimento mais baixa desde 1990 devido às tensões comerciais com os EUA e às novas políticas. Seria muito mais sensato para a China que finalmente fizesse um acordo de verdade, e deixasse de brincar!”, alertou Trump.

O presidente americano fixou como data limite para as atuais negociações comerciais com a China o dia 1º de março.

Se não for alcançado um acordo até lá, Trump prometeu elevar de 10% para 25% as tarifas existentes sobre importações chinesas no valor de US$ 200 bilhões.

EUA e China se encontram atualmente no meio de uma trégua comercial pactuada após o encontro de Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no marco da cúpula do G20 realizada em Buenos Aires em dezembro do ano passado.

A Casa Branca quer que as conversas com a China provoquem mudanças estruturais no sistema comercial chinês, diante do que considera uma transferência forçada de tecnologias e uma pouca proteção da propriedade intelectual, assim como uma abertura do grande mercado asiático a produtos agrícolas e manufaturados americanos. EFE

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!