CNI: reforma da Previdência abre espaço para queda dos juros

A aprovação das reformas estruturais, principalmente a da Previdência Social, abre caminho para a redução dos juros básicos da economia no médio prazo. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em nota, a entidade informou que a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 6,5% ao ano não surpreendeu. Isso porque o comportamento dos preços indica que a inflação oficial vai fechar o ano abaixo do centro da meta, de 4,25%.

Segundo o comunicado, a estabilidade do dólar e a lenta recuperação da economia também contribuíram para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

A nota da CNI destaca ainda que, somente com mudanças estruturais na economia, os juros podem voltar a ser reduzidos para estimular os investimentos das empresas e o consumo das famílias. A confederação defende políticas que diminuam o gasto público e promovam a recuperação econômica sustentável.

Fiesp, FecomercioSP e Força Sindical

Ao comentar a manutenção da Selic em6,5% ao ano, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) cobrou a redução do custo do crédito para as empresas e famílias. “Vamos completar um ano com a Selic em seu patamar histórico mais baixo, porém o custo do crédito para as empresas e famílias continua bastante elevado, e o cheque especial, em particular, continua acima de 300% ao ano”, diz nota da entidade.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a decisão do Banco Central foi correta.  “A medida é totalmente justificada para o momento, apesar de a inflação se mostrar mais controlada do que o previsto; o câmbio, um pouco mais valorizado; e de haver boas perspectivas para aprovação de reformas”.

A Força Sindical, porém, afirma que a manutenção da Selic em 6,5% não ajuda a combater de forma eficaz o desemprego. “A taxa Selic continua extremamente proibitiva e, mais uma vez, o Brasil, em razão do excessivo conservadorismo daqueles que dirigem a economia do país, deixa escapar a oportunidade de apostar todas as suas fichas no setor produtivo”, diz nota da entidade.

Firjan: decisão acertada

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) considerou acertada a decisão do Copom, que manteve a taxa básica de juros em 6,50% ao ano.

“O quadro econômico brasileiro permanece inalterado: baixo crescimento, elevado desemprego e inflação dentro das metas estabelecidas”, afirma nota da Firjan, que ressalta o papel relevante da agenda de reformas no desempenho da economia neste e nos próximos anos.

“A reforma da Previdência é especialmente necessária ao equilíbrio das contas públicas e à retomada do crescimento com inflação e juros baixos”, conclui a nota.

*Colaboraram Bruno Bocchini e Alana Gandra
O texto foi ampliado às 20h25

Fonte Oficial: EBC.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!