PIB de 2018 deve mostrar Alemanha pouco acima da recessão – Exame

O motor da economia europeia está desacelerando, mas a que ritmo? Nesta quinta-feira a Alemanha divulga os resultados de seu PIB do quarto trimestre e o consolidado de 2018, que devem confirmar um forte recuo em relação a 2017.

Dados preliminares divulgados em janeiro pela Agência Federal de Estatísticas mostraram que o país deve ter crescido 1,5% em 2018, a taxa mais fraca em cinco anos e muito abaixo dos 2,2% de 2017. Segundo a agência, o PIB deve ter avançado pouco ou nada no último trimestre, apenas o suficiente para que o país não tenha entrado oficialmente em recessão, com dois trimestres consecutivos de retração.

Sobram motivos para explicar a desaceleração. A maior economia da Europa luta com um enfraquecimento da economia global que enfraquece sua forte base exportadora, além de disputas comerciais provocadas pelas políticas de Donald Trump, e o risco de o Reino Unido deixar a União Europeia sem acordo em março. Mas uma série de eventos esporádicos também prejudica os números, como novos testes de emissão que derrubaram a venda de carros e redução no nível dos rios que afetou os embarques em navios. O frio acima da média também afetou as vendas no comércio, puxando para baixo o consumo interno, que tende a salvar o país do atoleiro quando as coisas vão mão no mercado externo.

A previsão é de mais uma ano difícil para a economia alemã em 2019. Evitar a recessão já será uma vitória para o governo de Angela Merkel, em reta final de seu governo iniciado há 13 anos. Merkel anunciou que não tentará nova eleição em 2021. Até lá, o bom momento econômico de pequenas zonas industriais pelo país deve evitar uma onda de protestos como a dos coletes amarelos, na França — embora pequenas manifestações tenham ocorrido em Berlim, ontem. Mas os dados de hoje devem ser decisivos para a definição do ambiente político alemão nos próximos anos.

Fonte Oficial: Exame.

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