PIB dos EUA e do Brasil: direções opostas – Exame

Brasil, às 9h, e Estados Unidos, às 10h30, divulgam resultados do PIB na manhã desta quinta-feira, numa leva que deve testar o otimismo dos investidores.

O Brasil deve anunciar um PIB estável nos últimos três meses de 2018, após sete trimestres seguidos de alta. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, a previsão é de avanço de 1,3%. No fim das contas, será o segundo ano seguido de avanço no PIB, de 1%, após a mais dura recessão da história recente do país.

Para 2019 o mercado segue prevendo um avanço do PIB na casa dos 2,5%, mas o resultado depende diretamente da aprovação da reforma da Previdência, que deve manter elevado o otimismo para o ano e para a continuação do governo de Jair Bolsonaro. Os números colocariam o Brasil na contra-mão do movimento de desaceleração na economia americana.

O PIB do quarto trimestre americano deve ser impactado pelas mais recentes e polêmicas medidas do presidente Donald Trump, como o conflito comercial que Washington vem travando com Pequim e a recém encerrada paralisação do governo, o shutdown.

De acordo com informações do Nowcast, um medidor em tempo real do ritmo de crescimento da economia norte-americana idealizado pelo Federal Reserve de Nova York, a projeção para o crescimento econômico do 4° trimestre de 2018 deve ficar em 2,3%, número igual ao avanço do mesmo período em 2017.

Entretanto, a expectativa do mercado é que haja uma queda do PIB no comparativo entre o quarto e o terceiro trimestre do último ano. No 3° trimestre de 2018, o PIB americano avançou 3,4%. No segundo, avançou 4,2%. 

O resultado que será divulgado nesta quarta-feira também deverá ser o primeiro a refletir a mais longa paralisação que um governo dos Estados Unidos já experimentou. Com duração de 33 dias, o chamado shutdown congelou os gastos federais norte-americanos entre 22 de dezembro e 25 de janeiro. O episódio foi causado após o congresso se recusar a liberar os cerca de 5 bilhões de dólares que o presidente Donald Trump requer para construir o muro com o qual pretende separar os EUA do México.

Outro ponto que poderá abalar o PIB do 4° trimestre é a guerra comercial que os EUA vem travando com a China. Embora nas últimas semanas, aparentemente, os países tenham começado a chegar a um acordo para pôr fim aos conflitos, a intensificação das sanções entre Washington e Pequim se deu justamente no fim de 2018, e o produto do embate deve ser visto hoje.

A previsão é que os EUA fechem 2018 com crescimento de 3%, e avancem mais 2,3% em 2019. A grande dúvida na mesa é se a perda de ritmo será suficiente para atrapalhar os planos de reeleição de Donald Trump e, se o forem, o que ele fará para manter a fogueira acesa nos próximos trimestres.

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!