Garis ameaçam entrar em greve a partir da próxima segunda no Rio – Exame

A categoria reivindica 10% de aumento salarial, além de implantação imediata do novo Plano de Cargos e Salários

Por Agência Brasil

access_time 20 abr 2019, 12h16

O município do Rio de Janeiro poderá enfrentar nova greve dos garis a partir da próxima segunda-feira (22). A paralisação das atividades foi decidida pelos funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) durante assembleia no último dia 18.

O presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Simaeco-Rio), Antonio Carlos da Silva, que representa a categoria, está aguardando contraproposta da Comlurb para marcar nova assembleia que definirá a manutenção ou não da greve.

“Assim que (a empresa) apresentar a contraproposta, eu vou comunicar aos trabalhadores para ver o que a gente faz. O ideal é marcar nova assembleia para discutir essa contraproposta e definir o movimento, se continua ou se cessa”.

A categoria reivindica 10% de aumento salarial, além de implantação imediata do novo Plano de Cargos e Salários, extensão do adicional de coleta para todos que realizam este trabalho, inclusão de vigias e agentes de preparo de alimentos no adicional de insalubridade, aumento no tíquete alimentação, entre outros pleitos.

A Comlurb ofereceu inicialmente 3,73% de reajuste.

Antonio Carlos da Silva pretende negociar durante este fim de semana nova contraproposta que atenda aos pleitos dos trabalhadores, visando encaminhar o tema para a categoria ainda na segunda-feira, em nova reunião, para definir os novos rumos do movimento. Ele informou que para que a greve seja iniciada, é preciso um aviso prévio de 72 horas, como determina a legislação, porque a coleta de lixo é considerada serviço essencial.

Comlurb

Em nota, a Comlurb disse que mantém conversas constantes com a direção do Simaeco-Rio, com o objetivo de “mostrar os avanços da proposta, que inclui o maior e melhor pacote de benefícios do país da categoria, e fechar um acordo definitivo para evitar a paralisação dos garis”.

A proposta da companhia prevê reajuste baseado no índice de inflação, extensivo ao tíquete refeição e alimentação, que passará a ter valor mensal de R$ 736,48, além de concessão de insalubridade para os agentes de preparo de alimentos de escolas municipais e conclusão da implantação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS). A Comlurb salientou que seus empregados “têm planos de saúde e odontológico, auxílio-creche e diversos outros benefícios”.

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!