Maia admite que votação da Previdência pode não ser encerrada esta semana – Exame

Presidente da Câmara afirma que ainda articula com parlamentares em relação a alguns pontos da reforma, como a idade mínima para professores

Por Da redação, com Reuters

access_time 11 jul 2019, 18h50 – Publicado em 11 jul 2019, 17h34

Brasília – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que ainda tenta acordos para a votação dos destaques à reforma da Previdência e que não há garantia de que a votação em dois turnos seja encerrada até sexta-feira, (12), como previsto inicialmente.

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, Maia disse que ainda trabalham para chegar em acordo sobre alguns pontos, como o destaque apresentado pelo PDT, que diminui a idade mínima para os professores e um “acordo de procedimentos” para a votação.

Maia disse também que não podem ser feitas muitas mudanças no texto e que a economia com a reforma precisa ficar entre 900 e 950 bilhões de reais.

Os parlamentares estão trabalhando, segundo ele, para encerrar até a madrugada a votação dos destaques e votar na sexta o segundo turno, mas “não está resolvido”.

Votação dos destaques

O presidente da Câmara reabriu nesta tarde, pouco antes das 17h30, a sessão do plenário da Casa para a votação dos destaques ao texto-base da reforma da Previdência, aprovado ontem por 379 votos a 131.

No início da sessão, o deputado Samuel Moreira, relator do texto na comissão especial, disse que há destaques que podem “destruir a votação de ontem”, e fez um apelo para que os acordos avancem. “Vamos avançar em acordos com a bancada das mulheres e também algumas outras categorias”, admitiu durante seu discurso.

Na véspera, os deputados chegaram a analisar um destaque após a votação do texto principal, sobre regras de aposentadoria a professores, mas a sessão foi encerrada para evitar derrotas em novas votações.

Maia, assim como líderes de partidos favoráveis à proposta, identificaram um clima de desarticulação e preferiram pisar no freio.

Maia passou a maior parte da tarde reunido com líderes de diversos partidos e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, tratando do impacto dos destaques. O presidente da Câmara já admitiu que a mudança na Previdência dos professores deve ser aprovada, mas outros pontos ainda estão em negociação.

Acompanhe a sessão ao vivo:

Fonte Oficial: Exame.

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