Boi: Preços do Boi Gordo Oscilaram com Força em Junho – Investing.com

Os preços do boi gordo oscilaram com força em junho. Nos primeiros dias do mês, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 chegou a acumular queda de 5,42% (até o dia 5), fechando a R$ 144,85 no dia 5, o menor patamar diário desde novembro do ano passado. Já de meados do mês até o dia 28, os preços voltaram a subir, recuperando todas as perdas. Assim, no acumulado de junho, o Indicador registrou alta de 2,42%, fechando a R$ 156,85 no dia 28.

Quanto à média do mês do Indicador, de R$ 149,95, foi a menor desde novembro do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/19). Essa média de junho esteve 1,83% inferior à de maio/19, mas 8,24% superior à de junho de 2018. Vale lembrar que, em junho do ano passado, os preços da arroba registravam baixos patamares, devido aos reflexos da greve dos caminhoneiros no final de maio, que deixou muitos compradores fora do mercado.

No geral, em praticamente toda a primeira quinzena de junho, o mercado foi influenciado pela paralisação temporária dos embarques de à China (em decorrência do caso atípico de “vaca louca” em um animal de Mato Grosso). Ressalta-se, que, junto com Hong Kong, a China é destino de quase 40% de toda a proteína bovina in natura embarcada pelo Brasil. Além disso, a oferta de animais com o final da safra e início da entressafra também acabou resultando em quedas nos preços da arroba em boa parte de junho.

Já a segunda quinzena do mês foi marcada pela recuperação nos preços do boi gordo, o que esteve atrelado especialmente à volta dos embarques à China – o anúncio da liberação foi realizado no dia 13 –, o que elevou a demanda por novos lotes de animais. No encerramento do mês, a notícia de abertura para as exportações de alguns produtos agrícolas à União Europeia também deu certo suporte aos preços do boi.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, por outro lado, os valores à vista da carne oscilaram pouco ao longo do mês. Ao longo de junho, a carcaça casada bovina esteve entre R$ 10,56/kg e R$ 10,71/kg. No encerramento do mês, fechou a R$ 10,71/kg, ligeira alta de 0,85% frente ao final de maio. A média de junho, de R$ 10,64/kg, foi 0,74% inferior à de maio/19, mas 6,4% acima da de junho/18.

EXPORTAÇÕES – As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 111,5 mil toneladas em junho, segundo dados da Secex. O volume ficou 7,84% abaixo do de maio/19, porém, representa o dobro do de junho/18, quando 54,4 mil toneladas foram enviadas ao mercado externo – neste caso, vale lembrar que a greve dos caminhoneiros no final de maio/18 limitou os embarques de junho/18. Na primeira metade do ano, o volume exportado somou 678,7 mil toneladas, sendo 27% acima do mesmo período de 2018 e o maior deste 2007, quando foi recorde (698,6 mil toneladas) para um primeiro semestre.

ABATE – De acordo com dados do IBGE, de janeiro a março deste ano, foram abatidas 983,97 mil novilhas, 18,24% a mais que no mesmo período de 2018 e um recorde. O segundo maior volume de abate de novilhas, de 863,76 mil, foi verificado em 2014, quando, vale lembrar, o Centro-Sul nacional atravessou um período crítico de seca, o que levou pecuaristas a mandarem muitos animais para abate. O volume de novilhas abatidas no primeiro trimestre deste ano, inclusive, representou expressivos 12,46% do total, também um recorde. Até então, a maior participação de novilhas no total, de 11,15%, havia sido verificada no segundo trimestre de 2018.

Segundo pesquisadores do Cepea, além de mudanças estruturais na cadeia, esse resultado sinaliza que o mercado tem valorizado animais mais novos. De olho nisso, pecuaristas aumentam o interesse em negociar fêmeas novas.

Já para as vacas, o volume abatido no primeiro trimestre deste ano foi de 2,68 milhões de cabeças, quase 3% menos que no mesmo período de 2018. Somando o abate de novilhas e de vacas, portanto, o número foi de 3,66 milhões de cabeças. No caso de todas as fêmeas abatidas (novilhas e vacas), estas representaram 46,5% do volume total. No ano passado, esse número foi de 3,595 milhões de cabeças (46,56% do total) e em 2014, 3,931 milhões (46,95% do total).

Considerando-se o abate total de animais, foram 7,894 milhões no primeiro trimestre deste ano, 2,23% acima do de janeiro a março de 2018 e 6,76% maior que em 2017. Levando-se em conta janeiro a março de anos anteriores, o volume abatido no primeiro trimestre de 2019 esteve abaixo apenas dos observados em 2007, 2013 e 2014, em, respectivamente, 0,8%, 2,88% e 5,72%.

Gráficos

Fonte Oficial: Investing.com.

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