Furacão Barry Afeta Produção de Petróleo nos EUA, Mas Menos do que se Esperava – Investing.com

Artigo publicado originalmente em inglês no dia 18/7/2019

Eventos mundiais de maior amplitude lançaram luz sobre a estabilidade do mercado de na semana passada. Apesar de o furacão no Golfo do México ter gerado mais medo do que danos, mesmo assim acabou impactando a produção petrolífera nos EUA. Do outro lado do globo, a possibilidade de arrefecimento das tensões entre EUA e Irã fez os preços caírem, revelando que o mercado já precificou um cenário negativo.

Embora o furacão Barry não tenha causado danos graves ou duradouros na região do Golfo, seus efeitos ficaram evidentes nos dados energéticos semanais divulgados pela . Os números da semana de 12 de julho, apresentados ontem, mostraram uma diminuição das exportações tanto de petróleo bruto quanto de produtos derivados, a qual foi compensada por importações menores, também por causa da tempestade.

Entretanto, a produção petrolífera apresentou uma significativa redução devida à interrupção da extração de mais de 1 milhão de barris por dia das sondas em alto-mar. Os dados da AIE de fato apresentaram uma retirada dos estoques de petróleo, mas não tão grande quanto se esperava. A produção petrolífera em alto-mar não havia sido retomada até o início desta semana, por isso os traders esperam que isso se reflita nas estatísticas a serem divulgadas na próxima semana.

Os dados sobre os estoques de produtos nos EUA (gasolina e destilado) também revelaram acúmulos maiores do que os esperados. Os estoques de gasolina subiram 3,6 milhões de barris, enquanto os de destilados tiveram uma elevação de 5,7 milhões de barris. A suspensão temporária de algumas exportações em razão do furacão explica parte do acúmulo dos produtos, mas não esclarece por que a demanda por destilado foi tão fraca, um produto usado no óleo diesel.

A demanda de gasolina e combustível de aviação mostrou força ao longo de 2019 nos EUA, mas a de destilado tem sido constantemente fraca. Há duas razões principais para isso. A primeira é que a guerra comercial entre EUA e China injetou uma dose significa de incerteza nas indústrias que usam óleo diesel para transporte. A segunda é que o setor de transporte rodoviário está fraco no momento, utilizando menos óleo diesel do que no ano passado. Além disso, a inundação que ocorreu nesta primavera no Centro-Oeste americano continua impactando o agronegócio e, por isso, está usando menos óleo diesel nesta estação para tratores e outros equipamentos nas fazendas.

Um sinal significativo de que o mercado petrolífero já havia precificado há algum tempo as tensões entre EUA e Irã foi sua forte reação à notícia desta terça-feira de que o Irã pode estar disposto a negociar com os EUA. O Irã afirmou que pode abrir negociações a respeito do seu programa de mísseis balísticos se os EUA pararem de vender armamentos para os países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Gráfico Semanal Futuros do Petróleo

A mera possibilidade de que a República Islâmica esteja disposta a negociar fez o petróleo norte-americano WTI despencar 3,3%. Originalmente, o petróleo teve uma queda de 4,2% quando o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sugeriu que era possível progredir com o Irã. No geral, isso mostra que, sem as tensões entre os dois países, os preços seriam menores e, não havendo o início de uma guerra, as cotações não devem subir tanto com base na situação do Irã.

Fonte Oficial: Investing.com.

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