Governo Central tem menor déficit em quatro anos no primeiro semestre

A queda nos gastos discricionários (não obrigatórios) e a recuperação das receitas fizeram o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – fechar o primeiro semestre de 2019 com o menor déficit primário em quatro anos. Segundo o Tesouro Nacional, os entes fecharam os seis primeiros meses do ano com resultado negativo de R$ 28,294 bilhões, o melhor resultado para o período desde 2015.

No primeiro semestre do ano passado, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 31,593 bilhões. Em 2017, o déficit acumulado nos seis primeiros meses tinha atingido o valor recorde de R$ 56,479 bilhões.

O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em junho, o déficit primário totalizou R$ 11,481 bilhões. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2016. Em junho do ano passado, o déficit primário tinha totalizado R$ 16,38 bilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, a melhora no resultado do primeiro semestre decorreu de dois fatores. O primeiro foi a redução de R$ 13,34 bilhões nos gastos discricionários nos seis primeiros meses do ano, montante 23,5% menor que no mesmo período de 2018, descontada a inflação. E a alta da arrecadação nos últimos meses também influenciou no resultado. Apenas em junho, as receitas líquidas subiram 1,6% acima da inflação na comparação com junho do ano passado.

Mesmo com o aumento da arrecadação nos últimos meses, a receita líquida do Governo Central acumula recuo de 0,2% em valores corrigidos pela inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em relação ao mesmo período de 2018. As despesas totais acumulam queda de 1,4%, também descontada a inflação.

Apesar da diminuição das despesas totais, gastos obrigatórios continuam subindo. As despesas com a Previdência Social acumulam alta de 1,9% acima da inflação nos seis primeiros meses de 2019 em relação aos mesmos meses do ano passado. Os gastos com o funcionalismo federal subiram 1% acima da inflação em igual período.

Meta

Para este ano, a meta de déficit primário está estipulada em R$ 139 bilhões. Segundo o último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado na última segunda-feira (22) pelo Ministério da Economia, o governo aumentou o contingenciamento (bloqueio de verbas) em R$ 1,44 bilhão e zerou uma reserva de emergência para assegurar o cumprimento da meta. Agora, o valor bloqueado neste ano soma R$ 31,22 bilhões.

Investimentos

Os gastos de custeio (manutenção da máquina pública), no entanto, caíram 9,1%, descontada a inflação. As despesas que mais caíram, no entanto, foram os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), que somaram R$ 18,234 bilhões nos seis primeiros meses do ano, com recuo de 17,7% descontado o IPCA em relação ao mesmo período do ano passado.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continua executando menos este ano. As despesas do PAC somaram R$ 8,729 bilhões no primeiro semestre, com retração de 8,9% em relação aos seis primeiros meses de 2018 descontando o IPCA.

 

 

Fonte Oficial: EBC.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!