Aprovação da MP da Liberdade reforça uma questão: quando o PIB acelera? – Exame

Em entrevista, Rodrigo Maia afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa explicar por que a economia não cresce como se esperava

Por Redação Exame

access_time 14 ago 2019, 07h53 – Publicado em 14 ago 2019, 07h15

São Paulo — A quarta-feira (14), será dia de a Câmara votar 17 destaques da Medida Provisória da Liberdade Econômica, aprovada na noite de ontem por 345 votos a favor e 76 contrários.

A MP 881/19 é uma das apostas do governo para estimular a criação de negócios. Estabelece garantias para a atividade econômica de livre mercado, impõe restrições ao poder regulatório do Estado, cria direitos de liberdade econômica e regula a atuação do Fisco federal.

Para conseguir aprovar o texto, Maia excluiu uma série de medidas potencialmente polêmicas e que não tinham relação com a proposta inicial da medida para evitar questionamentos judiciais.

Os pontos principais da medida são a o fim da exigência de autorização prévia para abrir empresa de baixo risco, fim de restrições para o horário de funcionamento das companhias, possibilidade de uma única pessoa abrir empresa de responsabilidade limitada.

Um dos pontos polêmicos, o do trabalho aos domingos, foi alterado: agora, é obrigatória uma folga a cada quatro domingos, e não sete, como na proposta original. Ficou de fora também o fim do adicional de 30% por periculosidade para motoboys.

Questionado sobre a votação dos destaques, Maia mostrou segurança de que a MP não perderá sua essência. A boa votação do projeto destinado a destravar a economia voltou a colocar o presidente da Câmara em evidência e reaviva uma cobrança feita por ele na noite de segunda-feira, em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura.

Maia afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa explicar com clareza por que, afinal, a economia não cresce. Disse ainda que declarações de Jair Bolsonaro afastem investidores e jogam contra a agenda econômica.

A economia do Brasil pode ter entrado em recessão técnica depois de ter encerrado o segundo trimestre com contração, apontaram dados do Banco Central nesta segunda-feira. Há recessão técnica quando o PIB cai dois trimestres seguidos.

Apesar de ter tido alta de 0,30% em junho sobre o mês anterior, o índice IBC-BR do segundo trimestre terminou com queda de 0,13%, o que marcaria o segundo trimestre seguido de contração.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) é uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). O PIB oficial do 2º trimestre só deve ser divulgado no fim de agosto, no dia 29.

Na segunda-feira, o boletim Focus, do Banco Central, voltou a reduzir a perspectiva de crescimento do PIB de 2019, de 0,82% para 0,81%.

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!