Johnson sofre novo revés com deserção de deputado conservador anti-Brexit – Isto É

O deputado conservador Sam Gyimah em foto de 9 de abril de 2019, em Londres – AFP/Arquivos

O primeiro-ministro britânico conservador, Boris Johnson, sofreu um novo revés neste sábado (14) com a deserção de mais um deputado de seu partido, que decidiu se unir a uma formação opositora contrária ao Brexit.

Sam Gyimah, ex-ministro das universidades, entrou para o Partido Liberal-Democrata em sua conferência anual em Bournemouth, no lado sul da Inglaterra.

“Boris Johnson dá uma difícil escolha aos parlamentares moderados e progressistas do partido conservador: aceitar um Brexit sem acordo ou abandonar a vida pública”, lamentou.

“Eu escolho continuar lutando pelos valores em que sempre acreditei como liberal-democrata”, afirmou.

Sua saída ocorre poucos dias depois da do deputado conservador Phillip Lee, que fez Johnson perder a maioria absoluta no Parlamento.

Gyimah é o sexto deputado a entrar para o Partido Liberal-Democrata, que conta agora com 18 membros na Câmara dos Comuns, de 650 assentos.

“Está claro que os liberais-democratas são o ponto de encontro daqueles que querem permanecer” na União Europeia (UE), reagiu a líder do partido, Jo Swinson.

No ano passado, Gyimah havia renunciado ao governo da então premiê Theresa May, devido às suas desavenças com a estratégia de tirar a Grã-Bretanha da União Europeia.

Defensor fervoroso de um novo referendo sobre o Brexit, foi muito crítico a Johnson, que ameaça abandonar a UE em 31 de outubro com ou sem acordo sobre as condições de saída.

O ex-ministro, de 43 anos, que chegou a ser considerado uma estrela em ascensão do partido, disputou com Johnson o comando do partido em junho.

Johnson se reunirá na segunda-feira em Luxemburgo com o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, e o chefe da negociação do Brexit na UE, Michel Barnier, para tentar chegar a um acordo sobre o Brexit.

Os deputados aprovaram uma lei que ordena a Johnson buscar uma prorrogação do prazo para além de 31 de outubro se não surgir nenhum acordo da cúpula da UE, em 17 e 18 de outubro.

Fonte Oficial: Isto É.

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